terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CIMI Denucia: Funai vem manipulando associações indígenas no Pará

fonte: www.cimi.org.br

Nota dos Movimentos Sociais:

Os Movimentos Sociais de Altamira vêm a público denunciar a manipulação do Governo Federal, Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Norte Energia junto à associação dos indígenas moradores de Altamira-PA.

belo-monte-xxx Os povos indígenas de diversas aldeias do médio Xingu mobilizados pela Funai, com apoio logístico da Norte Energia, estiveram reunidos entre os dias 17 e 22 de janeiro do corrente ano, na casa do índio e na Funai para discutir questões relacionadas à saúde e educação nas aldeias. À frente desta reunião estavam indígenas ligados à FUNAI e membros da Norte Energia que, aproveitando de uma demanda legítima desses povos usaram o evento para legitimar ações de seus interesses causando prejuízos aos povos indígenas e interferindo no direito constituído da livre associação das organizações civis e na forma de relacionamento dos índios e de sua cultura.

Os fatos denunciados são os que seguem:

- Apoio logístico da Funai à funcionários e indígenas favoráveis ao projeto de construção da barragem de Belo Monte;

- Convocação de uma reunião da Associação dos Índios Moradores de Altamira (AIMA) assinada por uma funcionária da Funai;

- Destituição da Diretoria da AIMA de forma ilegal e autoritária nesta mesma reunião convocada pela Funai:

- Coação de Lideranças Indígenas contrários a Barragem;

- Cooptação das comunidades indígenas através de doações de cestas básicas;

Diante do exposto repudiamos e denunciamos as ações e iniciativas da Funai e Norte Energia que expõem os povos indígenas a uma série de ameaças ao mesmo tempo em que enfraquece suas organizações provocando atritos entre os mesmos e pondo em risco a vida de algumas lideranças.

Assinam esta carta:

CIMI – Conselho Indigenista Missionário;

CPT - Comissão Pastoral da Terra;

MAB/Via Campesina – Movimento dos Atingidos por Barragens;

MXVS – Movimento Xingu Vivo para Sempre;

Consulta Popular/Altamira;

MPA/Via Campesina – Movimento dos Pequenos Agricultores;

UJOX – União da Juventude Organizada do Xingu;

AITESAMPA – Associação Indígena Tembé de Santa Maria do Pará;

AIMA – Associação dos Índios Moradores de Altamira;

APIJUX – km – 17 – Associação do Povo Indígena Juruna do Xingu;

Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre;

Pastoral da Juventude;

Pastoral da Juventude Rural;

ABEEF – Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal/Via Campesina;

FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil/Via Campesina;

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mostra Fotográfica CD Trilha dos Coroados de Levi Ramiro

 

Capa CD Levi Ramiro Trilha dos Coroados  Trilha dos Coroados texto interno

Vejam aqui a mostra fotográfica que acompanhou o lançamento do CD Trilha dos Coroados de violeiro Levi Ramiro e esta aqui condensada em um arquivo do PowerPoint. É só clicar no link abaixo, aguardar os segundos correspondentes e fazer o download do arquivo clicando em “download now” e baixar o arquivo .

Um grande abraço a todos,

Cassio e Rejane

 

http://www.4shared.com/document/A9Unh9Vk/Trilha_dos_Coroados_de__Levi_R.html

 

 

O isopor pode ser 100% reciclado

capa.jpgFonte: EcoDesenvolvimento
Foto: Felipe Lordelo

Ele está presente em nossas vidas de diversas formas, seja na bandeja de alguns produtos no supermercado, na proteção da TV nova ou até na decoração da festinha de aniversário das crianças. O isopor, nome comercial do poliestireno expandido (EPS), é um material essencial nos dias de hoje e que todo mundo conhece. O que pouca gente sabe é que esse tipo de plástico pode ser 100% reciclado.

Feita a partir de um derivado do petróleo, essa espuma possui de 97% de seu volume constituído de gases. Inodoro, reciclável, não poluente e fisicamente estável, o isopor se popularizou no mundo todo e possui inúmeras serventias.

Mas o que acontece com o material após o uso? Por não saber da possibilidade de reciclagem, muita gente nem cogita separar o isopor junto com os demais recicláveis, como vidro, papel e metal. Uma pesquisa feita pela empresa de embalagens Meiwa, de São Paulo, apontou que apenas 7% dos brasileiros sabem que o isopor é totalmente reciclável.

Como consequência, o material acaba indo parar no lixo comum, e segue para os aterros e lixões de todo o país. Apesar de não possuir substâncias que poluam o meio ambiente, o isopor pode dificultar a decomposição de materiais biodegradáveis e impedir a penetração da água no solo. Por ocupar um grande volume, ele também reduz a vida útil dos aterros.

Reciclagem

A solução, portanto, é a reciclagem, que pode ser feita de três formas. A reciclagem mecânica transforma o isopor em matéria prima para a fabricação de novos produtos. A energética usa o poliestireno para a recuperação de energia, devido ao seu alto poder calorífico. Já a reciclagem química reutiliza o plástico para a fabricação de óleos e gases.

Ao ser queimado em usinas térmicas para a geração de energia, o poliestireno se transforma em gás carbônico e vapor d’água, o que representa pouco risco à saúde humana e ao meio ambiente.

A reciclagem mecânica é a forma mais comum de reaproveitar o material. O processo acontece geralmente em três etapas:

1 - Na primeira, o isopor é recolhido e separado pela coleta seletiva e encaminhado para as cooperativas de reciclagem.

2 - Já limpo e segregado, o isopor passa por uma máquina que retira o gás presente em seu interior, formando o material em fardos compactos ou tarugos, que seguirão para a recicladora.

3 - Quando chega ao local da reciclagem, os EPS são triturados, derretidos e granulados, voltando a ser uma matéria prima que poderá ser utilizada na fabricação de diversos produtos, como molduras para quadros, objetos decorativos, solado plástico para calçados, rodapés, brinquedos, peças técnicas e até insumo para concreto leve. O isopor reciclado só não pode ser utilizado para embalar alimentos.

Agora que você já sabe que o isopor pode ser reciclado, nada de jogá-lo no lixo comum. Após o uso, lave-o e jogue-o no coletor vermelho, próprio para plásticos.

Arte , Artesanato e Sustentabilidade – um exemplo para todos nós

fonte: Vila do Artesão

Feira de artesanato de João Pessoa

Na última sexta estive visitando o Salão de Artesanato Paraibano, edição de 2011 aqui em João Pessoa. Como sempre as peças estão maravilhosas e eu enlouqueci de vontade de trazer metade da feira pra casa. A feira segue até o dia 6 de fevereiro de 2011, se puder, compareça.

De qualquer forma eu trouxe pra vocês algumas imagens dos amigos artesãos que estavam por lá e de algumas peças super interessantes. A maioria desses artesãos está em cidades afastadas daqui da capital, mas eu tenho o contato de todos. Se alguém quiser alguma informação para entrar em contato com um artesão que não esteja mencionado aqui, é só escrever que terei o maior prazer em auxiliar.

São Francisco esculpido por Bento de Sumé para o salão de João Pessoa

Sertanejo de Izaquias, para o salão de artesanato

Esse ano o Salão homenageou os artesãos que trabalham a madeira em suas mais diversas formas. Os nomes do salão foram Bento Mendeiros Gouveia, Guariguazi, Sales, Izaquias, todos escultores da madeira. Também aqueles que criam os móveis rústicos tiveram destaque nessa edição, vejam o exemplo da poltrona abaixo, com design super moderno.

Poltrona rústico apresentada no salão de artesanato paraibano

Casarios esculpidos na casca de cajá por Sales

Tive oportunidade de conhecer um ceramista com um trabalho super interessante, o Marcio Rodrigues. Ele modela objetos bem diferentes como o lagarto e a urna funerária. Gostei demais desses trabalhos, bastante diferentes do que encontramos normalmente. Observem. Contato: mlwr35@ig.com.br

Marcio Luiz Rodrigues e seus pratos em terracota

Urna funerária em cerâmica modelada por Marcio Rodrigues

Lagarto em cerâmica, trabalho de Marcio Rodrigues

Totem com pássaro preto, obra de Marcio Rodrigues

Um mestre com um trabalho muito especial é Mestre Nezinho. Nezinho trabalha a marchetaria em caixas maravilhosas, e um dos seus símbolos são as bandeirinhas de São João. Esse ano Nezinho trouxe como novidade anéis feitos com essa técnica tão rica. Modelos bem vistosos. Contato: nezinho.machetaria@hotmail.com

Mestre Nezinho e suas caixas em marchetaria

Anéis com trabalhos em marchetaria, criações de Mestre Nezinho

Os símbolos que são a cara do Nordeste e são muito bem feitos são os bumbas de Sergio Nascimento. Ele produz estandartes, bumbas e cavalos-marinhos, os folguedos folclóricos desssa região, com uma riqueza de detalhes que encanta. Vejam se estou errada. Foi um prazer bater esse papo. Contato: sergioartspb@hotmail.com

Sergio Nascimento, o artesãos dos bumbas e cavalos-marinhos

Cavalo- marinho, criação de Sergio Nascimento

Bumba em tecido feito pelo artesão Sergio Nascimento

Aqui na Paraíba temos uma ceramista que produz uma linha de panelas para uso diário que é sucesso aqui e fora do Brasil. Nevinha trabalha com seu marido Tota e hoje suas panelas podem ser encontradas em vários países da Europa. E vejam bem, são panelas que se usam, e são excelentes. Aparelhos de fondue, moquequeiras, cuscuzeiras, caçarolas e todas pretas, numa técnica especial de queima da Nevinha. Isso significa que elas não são pintadas. Super legais, né? Contato: nevinhaartesanato@gmail.com

Nevinha, a ceramista das panelas pretas
As panelas pretas da Nevinha, ótimas para uso diário

Também foi bom rever as amigas de Pitimbú que trançam as fibras da folha de coqueiro, num trançado extremamente complexo. Adoro essas peças que tem fibras finíssimas e clarinhas. Maravilhosas. Contato: (83) 3232-0128

Flores trançadas de Pitimbú, um trabalho minuncioso

Minha amiga de Pitimbú trançando uma pequena cesta

domingo, 23 de janeiro de 2011

Guarani Kaiowá ganham escultura e certificado do governo federal

sábado, 22 de janeiro de 2011

fonte: Blog do Mercio

Ironia das ironias. O Governo Federal premiou os Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul com uma escultura e um certificado!
Como dizem os cariocas, "Fala sério!"
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Guaranis Kaiowás recebem hoje prêmio federal

AGÊNCIA BRASIL 21/01/2011 08h30

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O governo federal entrega hoje (21) ao povo Guarani Kaiowá o Prêmio Direitos Humanos na categoria Garantia dos Direitos dos Povos Indígenas. Será às 19h30 na Universidade Federal da Grande Dourados, em Dourados.

Há 16 anos, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República premia entidades e pessoas que trabalham na promoção e defesa dos direitos de pessoas ou grupos sociais em situação de risco. O prêmio é composto por uma escultura e um certificado.