quinta-feira, 3 de março de 2011

Após protesto de índios, presidente da EPE defende Belo Monte

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu nesta terça-feira (8) a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, horas após o protesto que reuniu cerca de 300 pessoas em Brasília contra a obra.

A Empresa de Pesquisa Energética realiza os estudos de viabilidade para a construção de usinas produtoras de energia elétrica no Brasil.

Tolmasquim afirmou que os grupos indígenas da região do rio Xingu que podem sofrer consequências com a construção da usina, no Pará e Mato Grosso, foram ouvidos pelos agentes do governo, e que, pelo menos entre 2007 e 2009, foram realizadas 12 consultas públicas, dez oficinas e quatro audiências públicas nas aldeias, entre outras atividades de consulta.

"Tem que haver um grande debate, mas não pode haver imobilismo", disse. Ele declarou ainda que Belo Monte não terá impacto direto em comunidades indígenas.

Em carta encaminhada à presidente Dilma Rousseff os manifestantes argumentam justamente o contrário. "A Funai, apesar de ser o órgão indigenista, deveria estar defendendo as comunidades indígenas, e o papel que está fazendo é o contrário. As lideranças tradicionais não estão sendo ouvidas nem respeitadas suas decisões", diz trecho da carta.

O presidente da EPE também explicou que o projeto de Belo Monte prevê o alagamento de uma área equivalente a um décimo da média alagada por usinas já existentes no Brasil, e que, mesmo assim, o custo do megawatt/hora é competitivo, o que justificaria a construção.

Ele também afirmou que as 4.300 famílias da região que devem ser realocadas pelo governo serão com isso beneficiadas, por meio de melhores moradias e investimento socioambiental previsto no projeto. (Fonte: G1)

Data da notícia: 09/02/2011 - 00:02:08
Última modificação: 08/02/2011 - 20:59:27


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terça-feira, 1 de março de 2011

Belo Monte ou Belo Monstro? Eis aqui a versão oficial só pra conferir…

Para não dizer que há parcialidade, postamos este vídeo propaganda  do PAC direto do link do Palácio do Planalto no youtube.

Vejam e confiram se não voltamos ao tempo do “Brasil Grande” dos governos militares cujo preço estamos pagando caro ainda nos dias atuais…

A impressão que temos é a de que já vimos este filme antes em vários lugares deste Brasil e assim devemos refletir bem do que queremos mesmo para nosso povo!

 

Versão oficial em contraponto a todos as outras postagens feitas…

Via Campesina cria coletivo contra novo Código Florestal

 

1 de março de 2011

desmatamento Da Radioagência NP
O Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e os movimentos sociais que compõem a Via Campesina anunciaram a criação de um coletivo que atuará na defesa de propostas para o substitutivo Código Florestal. O principal objetivo é garantir a adoção de medidas que fortaleçam a agricultura familiar e garantam a preservação ambiental.
Entre outras ações, o coletivo defenderá a formação de um Grupo de Trabalho Parlamentar (GTP), que terá entre outras funções, a tarefa de ouvir os diversos setores da sociedade e discutir as demandas apresentadas. A proposta de criação do GTP já foi encaminhada à Presidência da Câmara pelo deputado federal Márcio Macedo (PT/SE).
Na primeira reunião do coletivo foi discutida a ausência da lei da agricultura familiar no substitutivo proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP). Após comparar dados dos Censos Agropecuários de 1995/1996 e 2006, a professora Rosemeire Aparecida de Almeida, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) revelou, no final do último ano, que a agricultura familiar é responsável pela comida que está na mesa do brasileiro.
No início deste mês, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) anunciaram que a aprovação do texto que tramita na Câmara pode trazer consequências ambientais, sociais e econômicas irreversíveis. O Projeto já foi aprovado por uma comissão especial e deverá ser votado no plenário em março.

“ Plástico verde ”é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo.

Mulheres camponesas fazem protesto na Braskem no Rio Grande do Sul

1 de março de 2011 - Página do MSTluta soberana e popular As mulheres trabalhadoras do campo e da cidade realizam neste ano mais uma jornada nacional de lutas em torno do dia 8 de março.

Na manhã desta terça-feira (1/3), cerca de 800 mulheres ocupam o pátio da empresa Braskem, do grupo Odebrecht, no Pólo Petroquímico de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre.

Leia manifesto das mulheres trabalhadoras em luta do Rio Grande do Sul

A ação é organizada pelas mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Levante da Juventude e Intersindical e integra a jornada nacional de lutas das mulheres.

A manifestação na Braskem tem o objetivo de denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo.

O produto é propagandeado pela empresa e pelos governos como uma solução para os problemas ambientais. No entanto, as mulheres alertam que o plástico verde irá intensificar a proliferação do monocultivo, intensificar a transgenia, o uso de agrotóxicos e a concentração de terra.plástico verde

Para viabilizar a produção de plástico verde em grande escala, a empresa tem como meta plantar quase dois milhões de hectares de cana-de-açúcar no RS. Isso inviabiliza ainda mais a agricultura camponesa e gera a expulsão de milhares de famílias camponesas da terra.

Para a população da cidade, o crescimento de mais essa monocultura significa aumento dos preços dos alimentos e mais pessoas disputando empregos e moradia.

A jornada nacional de lutas das mulheres iniciou na segunda-feira (28) com a ocupação da empresa Veracel na Bahia por 1.500 mulheres.

VÍDEO: Belo Monte violando direitos das comunidades no Rio Xingu

 

Assista os depoimentos colhidos durante reuniões com as comunidades ameaçadas pela implantação das barragens de Belo Monte no rio Xingu entre novembro e dezembro de 2010.

Por Xingu Vivo