sábado, 9 de julho de 2011

Terminator, o sonho mais desejado das transnacionais

FONTE: MST - 7 de julho de 2011

Sementes que desaparecerão com o uso das sementes do tipo"Terminator"
Por Silvia Ribeiro
Do grupo ETC
No La Jornada
*

Em 1998,  o grupo ETC (então chamado RAFI) denunciou a existência de patentes sobre uma tecnologia que denominou Terminator. Trata-se de uma tecnologia transgênica para fabricar sementes suicidas: são plantadas, dão frutos, mas a segunda geração se torna estéril, obrigando os agricultores a comprarem sementes a cada estação.
Foi desenvolvida pela empresa Delta &Pine (agora Monsanto) com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Monsanto  não é a única: cinco das seis transnacionais que controlam as sementes transgênicas plantadas a nível mundial possuem patentes tipo Terminator. Syngenta é a quem tem o maior número delas.

As empresas que desenvolvem esta absurda tecnologia a chamam de Sistema de Proteção da Tecnologia, com o objetivo de promover dependência e impedir que se usem sementes sem pagar pela patente.
Em seus primeiros folhetos de propaganda, asseguram também que é para que os agricultores do terceiro mundo deixem de utilizar suas sementes obsoletas. Mostravam então claramente suas intenções: terminar com as sementes camponesas e o irritante fato de que a maioria dos agricultores do mundo (camponeses, indígenas, agricultores familiares) use suas proprias sementes no lugar de comprar deles.

A tecnologia suscitou de imediato uma rejeição enorme por parte dos movimentos  camponeses e organizações sociais e declarações de oposição de instituições públicas de pesquisa e do então diretor da FAO, o senegalês Jacques Diouf. Todos afirmaram que é uma tecnologia indesejável. No ano de 2000, o Convênio de Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB), adotou uma moratória global contra a experimentação e o uso da tecnologia Terminator, que continua valendo.

Posteriormente vários países começaram a discutir legislações nacionais para garantir o cumprimento da moratória. Brasil e Índia proibiram em suas leis o uso da tecnologia Terminator.

Mas Terminator é um dos sonhos mais desejados das transnacionais sementeiras e não renunciaram a ele. Traria vantagens enormes em seus monopólios e na dependência dos agricultores. Pouco depois da proibição no Brasil, o agronegócio desse país, clientes e cupinchas da Monsanto, Syngenta e demais transnacionais de transgênicos, apresentaram uma proposta legislativa para eliminar a proibição rejeitada em várias comissões, mas ainda em trâmite.
Além disso, as transnacionais de transgênicos se moveram agressivamente para terminar com a moratória das Nações Unidas propondo através de governos amigos como Canadá, um parágrafo para avaliar a tecnologia Terminator caso por caso, o que poria fim à moratória na oitava Conferência da CBD em Curitiba, Brasil, no ano de 2006.

Na sessão da CDB em 2006, o México apoiou o fim da moratória, ironicamente através de um representante da Comissão Naciona de Biodiversidade. Casualmente, é a mesma pessoa que agora a partir da Comissão Nacional Florestal promove projetos REDD, também com um efeito devastador para as comunidades. Foi isolado pelo restante dos países de todo o Sul do globo.

Em 2006, no CDB em Curitiba, a Via Campesina e organizações de todo o mundo se levantaram e protestaram massivamente para defender a moratória internacional. Em particular, as ações das mulhers da Via Campesina que interromperam as sessões da ONU em uma comovedora ação pacífica na defesa das sementes.

Não obstante, as transnacionais continuam na ofensiva. Agora, afirmam que Terminator é uma garantia da biossegurança, uma falsidade. Na décima conferência da CDB em outubro de 2010 em Nagoya, Japão, novamente o governo do México tentou eliminar a moratória global contra Terminator, dessa vez como se fosse um tema administrativo, de decisões que já não tinham mais vigência. Não conseguiu porque muitos países impediram, mas lhes revelou que são fiéis.

No Brasil, a proposta do agronegócio se somou a do deputado Cândido Vaccarezza do partido governante (PT) para eliminar a proibição do Terminator. A proposta de Vacarezza foi redigida por uma advogada que trabalha para a Monsanto, segundo denúncias da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e também divulgadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra em dezembro de 2010. A propria advogada reconheceu. A proposta está atualmente em discussão em uma comissão do Congresso, criada especialmente para agilizar a sua discussão.

Os movimentos e organizações estão alertas. Em junho de 2011, na 10ª Jornada de Agroecologia da Via Campesina, no Paraná, Brasil, os mais de 400 participantes de todo o país expressaram sue rejeição a essa proposta. Uma semana depois, se apresentaram e se reijetaram essas tentativas de se legalizar Terminator nas reuniões internacionais de preparação dos movimentos sociais e da sociedade civil à conferência mundial Rio+20 no Rio de Janeiro, com centenas de participantes.

O Brasil presidirá no próximo ano a Rio+20, uma conferência mundial da ONU que deve revisar os compromissos ambientais 20 anos depois da Cúpula da Terra em 1992. Além disso, Graziano Silva que vem do governo brasileiro acaba de assumir a direção da Organização para a Agricultura e Alimentção das Nações Unidas (FAO). O menos que pode fazer o Brasil para ser responsável com ambos os cargos e responsabilidade é manter a proibição contra Terminator a nível nacional e internacional por ser uma das maiores ameaças à soberania alimentar e à biodiversidade. Qualquer outra coisa será um suicídio.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Criado o Fórum Permanente Intersetorial Indígena de Osasco

Por Beatriz C. Maestri e Vanessa Ramos
fonte: CIMI

O povo Pankararé é originário do nordeste da Bahia, da região desértica do Raso da Catarina. Sua vinda para São Paulo e municípios vizinhos em busca de trabalho iniciou-se na época da seca de 1955. Desde então, há um constante fluxo migratório entre o seu território de origem e a região metropolitana de São Paulo. Na Grande São Paulo, os Pankararé concentram-se em maior número na cidade de Osasco, onde vivem 38 famílias. Em outras regiões como Guarulhos, Embu e nas periferias da Zona Leste de São Paulo vivem outras famílias perfazendo um total de aproximadamente 500 Pankararé na Grande São Paulo.
Foi a partir de 2005 que se iniciou uma mobilização maior com envolvimento dos indígenas Pankararé que vivem em Osasco. Nesta época, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em conjunto com a Pastoral Indigenista, organizou encontros com o grupo Pankararé, no sentido de contribuir com sua articulação e fortalecimento cultural. Um ano antes, algumas lideranças deste povo haviam participado em outro encontro promovido pela Pastoral Indigenista e que reuniu diferentes etnias da Grande São Paulo.
A partir do contato com essas entidades de apoio e animadas por conquistas de outros povos vivendo no meio urbano, algumas lideranças Pankararé buscaram assessoria para um processo de aproximação junto aos órgãos públicos de Osasco. Alaíde Pereira Xavier Feitosa, uma das lideranças que despontavam, sonhava há mais tempo com a possibilidade de um espaço específico, na cidade de Osasco, onde o grupo pudesse se encontrar e retomar as atividades culturais como as danças, o artesanato, dentre outros aspectos.

leia o texto na íntegra clicando no link abaixo

Leishmaniose: Projeto prevê fim do sacrifício de animais

Se projeto for aprovado pela Câmara Federal, eutanásia canina não deverá mais ser
ministrada


Segunda, 04 de Julho de 2011 - 11:20
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) apresentou na Câmara projeto
que prevê o fim da obrigatoriedade de sacrifício de animais infectados pela
leishmaniose. De acordo com a proposta do deputado, o sistema de saúde
pública deve implantar uma política nacional de vacinação e tratamento de
animais.
“O debate sobre o tema é fundamental. Esta doença está em 12 países da
América Latina, mas 90% dos casos são registrados no Brasil”, nota o
deputado, para quem é possível estabelecer um programa de tratamento em à
eutanásia canina. “A prática do sacrifício indiscriminado é inaceitável na
Europa. Em diversos países existem estudos científicos e mobilização de
médicos veterinários e criadores de cães contra esta ação”.

Segundo Geraldo Resende, o combate ao vetor praticado em nível doméstico tem
eficácia temporária, pois utilização de inseticidas nas casas perde o efeito
depois de algum tempo. “É importante a decisão política de disponibilizar
orçamento para o combate ao mosquito transmissor. É um caso de saúde pública
como a dengue”, diz.

“O sacrifício de cães é mais maléfico que benéfico, já que por motivações
afetivas ou econômicas, muitos proprietários se recusam a entregar seus
animais e os escondem, colocando a população em risco”, diz o deputado,
lembrando que existe tratamento. “Há diversos protocolos de trabalhos
científicos exitosos nesta área, além disso, me parece mais racional tratar
a exterminar cachorros e gatos. Proponho a vacinação dos animais, bem como a
possibilidade de curar os animais infectados”.

*Doença *- Leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do
mosquito infectado. A doença afeta animais domésticos, urbanos e silvestres.
Para cada ser humano contaminado estima-se que há uma média de 200 cães
infectados. Existem dois tipos de leishmaniose: a tegumentar, que se
caracteriza por feridas na pele, e a visceral, que ataca vários órgãos
internos.

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da
tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai
aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou
secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar
através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre
febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de
peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Agricultores do assentamento Pasto do Planalto discutem projeto "leite Verde"

A reunião ocorreu dia 30/06 na área social do Assentamento Pasto do Planalto, em Guarantã SP.
O projeto visa a criação de vacas dentro de um sistema onde não é admitida  utilização de produtos químicos nem antibióticos - apenas fitoterápicos, resultando num leite com melhor qualidade, além do tratamento menos agressivo e mais humano para com os animais. Participaram da reunião além dos assentados, membros do INCRA (Gisele), membros de diversas ongs da região, inclusive do Isanop, vice prefeito de Guarantã (sr Helio), representantes do Banco do Brasil e representantes de políticos da região. O projeto está em fase de análise,mas causou grande expectativas em todos os assentados, que visualizam uma melhoria na qualidade do leite oferecido não apenas pra o consumo interno, como também para atender o mercado da região e fornecimento a merenda escolar - quando devidamente processado.
Mais informações no artigo abaixo sobre o leite ecológico:
http://www.cpt.com.br/artigos/producao-de-leite-ecologico






Read more: http://rejanetapuya.blogspot.com/2011/07/agricultores-do-assentamento-pasto-do.html#ixzz1RGqnkkws

Sindicatos e movimentos realizam Dia Nacional de Mobilização 6 de julho de 2011

Dia 6 de Julho, próxima quarta-feira, os trabalhadores de todo o País já tem compromisso agendado.
fonte: MST

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais, entre os quais o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Marcha Mundial de Mulheres, Via Campesina e Central de Movimentos Populares, realizam o Dia Nacional de Mobilização da CUT.
Cutistas de todas as categorias, urbanos e rurais, paralisarão atividades, atrasarão a entrada em seus locais de trabalho, promoverão panfletagens e passeatas para defender um novo modelo de desenvolvimento em que todos conquistem ganhos reais com o crescimento brasileiro.
As mobilizações do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que eles atendam as reivindicações e promovam as mudanças.

A pauta de reivindicações:



* Ganhos reais e cláusulas sociais nas campanhas salariais do 2º semestre.
* Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário.

* Liberdade e autonomia sindical, para os trabalhadores decidirem como e quando financiar seu sindicato.

* Fim do Imposto Sindical.
* Combate às práticas antissindicais.
* Fim do Fator Previdenciário.
* Combate à precarização e à terceirização.
* Menos impostos para quem vive apenas do salário ou da aposentadoria.
* Todos os direitos trabalhistas para quem é terceirizado.
* Reforma agrária.

* PEC do Trabalho Escravo.

* Luta contra os agrotóxicos e modelo agrário atual.

* Aprovação do Plano Nacional de Educação em 2011.

* Educação no campo.

* Melhores aumentos para todas as aposentadorias.

* Proibição de as empresas darem dinheiro para candidatos a cargos públicos.

* Investir 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em educação pública.

* Fim da violência na área rural e nas florestas.

* Não privatização dos aeroportos.

Confira abaixo a programação nos estados: